O significado das mandalas coloridas para decoração de parede

Formas geométricas ou orgânicas coordenadas de maneira concêntrica constituem um dos mais poderosos símbolos sagrados, filosóficos, religiosos e ritualísticos pertencente a diferentes períodos da história e culturas do mundo: a mandala. Não obstante sua imagem seja muito familiar, a totalidade de significados da mandala permanece desconhecida dado a ampla variação de formas, cores e funções que são eleitas conforme a intenção e propósito.

Elas aparecem pintadas nas paredes, em pratos, incensários e quadros de mdf ou madeira rústica; ou inspirando estampas de tecidos para mantas, bordados de capas de almofadas e formatos de tapetes; além de complementarem a decoração zen com a energia da combinação de formas e cores para potencializar práticas voltadas ao bem-estar como yoga e meditação.

Um apanhado histórico da mandala

As mandalas decorativas são símbolos sagrados que energizam ambientes e práticas zen.

As nomenclaturas do universo zen são, em geral, baseadas na língua ancestral sânscrita da Índia antiga e o mesmo ocorre com a mandala que em sânscrito significa “círculo”. Os formatos variados com desenhos geométricos (circulares, quadrados, triangulares), abstratos ou orgânicos (flor da vida, flor de lótus e arabescos), mantém a harmonia dos elementos a partir da natureza concêntrica que a transforma em um símbolo de unidade, eternidade, totalidade e equilíbrio.

Em muitas culturas como a budista e a hindu a mandala colorida é vista, entre outros conceitos, como a ordem cósmica, ou seja, o diagrama ou imagem simbólica do universo (macrocosmo) integrado ao ser (microcosmo) que atua como uma ferramenta para a jornada de evolução espiritual. O símbolo da mandala também apresenta um viés terapêutico e fala sobre a ordem psíquica.

Mandala é a palavra sânscrita que designa círculo e a mais poderosa representação do universo.

O psicanalista suíço Carl Jung foi pioneiro ao introduzir a mandala na psicanálise como ferramenta terapêutica para compreender o inconsciente no início do século XX. Na perspectiva que fundamenta a teoria junguiana, ela representa a psique, a luta pela unidade do eu psicológico e espiritual que promove uma conexão mais profunda entre a própria consciência e a espiritualidade através da concentração nas formas e cores que constituem os três níveis de sua estrutura psíquica (ser em si mesmo, inconsciente pessoal e coletivo).

As mandalas coloridas com designs visualmente atraentes compostos pela geometria sagrada dos círculos, triângulos e quadrados promovem concentração, foco, confiança ao absorverem a mente e cessarem os barulhos internos e pensamentos destrutivos – fato que as colocam como instrumentos essenciais em ambientes zen para estabelecer um ponto focal na meditação. Nas palavras de Jung em “Os arquétipos e o inconsciente coletivo” (2002), as mais significativas são as yantras do budismo tibetano, utilizadas para contemplação.

A importância da mandala no budismo e hinduísmo

A mandala colorida também foi uma importante ferramenta terapêutica para o psicanalista Carl Jung.

A mandala se insere na cultura hindu como símbolo da presença divina e elemento ritualístico de orientação e do espaço sagrado. Ela representa a conexão da materialidade com a espiritualidade e exibe as leis que dirigem o cosmos, sobretudo em práticas psicofísicas como o yoga, o tantra e a meditação. Os desenhos intrincados, como os inspirados nas pétalas da flor de lótus, são ferramentas potentes para manter a mente focada e a unidade espiritual.

Na cultura budista, os padrões da mandala não exaltam apenas o universo, mas a natureza búdica e os ensinamentos de Buda para a iluminação envolvidos pela essência impermanente e cíclica da vida representada pelo círculo externo. O budismo tibetano é uma das vertentes da filosofia e tradição oriental que melhor exploram as simbologias da mandala colorida se valendo da arte com areia como exercício de libertação do apego e da ignorância e representação da jornada de evolução da consciência humana para o estado Buda (iluminado).

No Budismo a mandala representa o universo em conexão com o ser e os ensinamentos de Buda.

As mandalas de areia (Dul-Tson-Kyil-Khor) feitas por monges tibetanos são verdadeiras joias da cultura do Tibete, uma vez que exploram a estrutura do universo e a natureza impermanente de tudo o que existe através da mais refinada arte. A mandala tibetana (kyilkhor) é elaborada com a estrutura de um palácio (ou templo) centralizado na essência búdica que se irradia em quatro virtudes (ou portões): compaixão, bondade amorosa, equidade e alegria altruísta.

Além do conceito filosófico e religioso budista que objetiva por fim ao sofrimento do mundo por meio da visão correta da realidade e da percepção do divino que há em tudo o que existe, as mandalas coloridas tibetanas são os ensinamentos mais sublimes sobre a impermanência da vida e os mais poderosos exercícios de desapego, visto que quando finalizadas são completamente destruídas.

A presença da mandala na decoração zen

Quando colorem a decoração, as mandalas de parede purificam, energizam e tornam o espaço zen equilibrado.

A incorporação da mandala na decoração de interiores amplia a funcionalidade da arte zen e ressignifica seus conceitos ao considerar a beleza e a estética para promover no ambiente os benefícios energéticos de suas vibrações positivas. Enquanto artes decorativas, as mandalas de parede materializam a leveza do estilo boho moderno colorindo diferentes espaços ao se valer da cromoterapia e da simbologia das cores para definir a intenção da peça e promover bem-estar.

Ao serem coordenadas às representações artísticas abstratas, geométricas ou orgânicas, as cores também tornam a decoração de parede mais alegre e impactante sem se desconectarem do propósito de provocar o despertar espiritual e de incorporar o sagrado nos interiores objetivando curar, equilibrar, energizar ou purificar tudo o que faça parte das práticas e do espaço zen.

A estética única e as cores variadas das mandalas deixam os ambientes personalizados alegres e harmônicos.

Se sozinhas as mandalas decorativas já valorizam o ambiente a nível físico e energético, dá para imaginar a beleza e a magnitude de combiná-las a outras artes orientais com a essência do zen como lanternas indianas, porta-velas de lótus e imagens de Buda. A decoração ficará ainda mais calorosa e personalizada se ousar utilizar móveis de madeira e produtos artesanais com fibras naturais. Acesse nossa loja virtual e encontre inspirações para o seu templo e morada!

Namastê!

Milene Sousa – Arte & Sintonia

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